Empreendedorismo Mineiro

Por Márcio Coimbra*

 

Passamos por um enorme desafio como nação. A pandemia e a crise econômica têm testado os limites dos brasileiros. Desemprego, inflação e medo passaram a fazer parte da rotina de uma população que não espera soluções dos governos e precisa encontrar caminhos para vencer este período de enormes desafios. Para além dos auxílios, o Brasil sabe que somente pode contar com a capacidade de seu povo.

 

Neste caminho de crise, os mineiros mostraram que tem muito a revelar para o Brasil. Os mineiros, longe de depender dos políticos, preferiram tentar vencer a crise usando seu próprio talento e suas próprias forças. Este caminho foi trilhado por nosso ativo mais importante, o empreendedorismo. Desde aquelas pequenas iniciativas, passando pela criação de novos negócios e ações autônomas, Minas Gerais tem mostrado que é capaz de driblar a crise melhor que qualquer outro estado brasileiro.

 

Nosso estado lidera, por exemplo, o ranking nacional de dispensa de alvarás e exigências normativas para atividades classificadas como baixo risco e que não oferecem perigo à saúde e à segurança da sociedade, como bares, padarias, salões de beleza, lojas de roupas, borracharias. Um movimento que incentiva os pequenos empreendedores mineiros a encontrarem o caminho de saída da crise impulsionado pelos seus próprios talentos. O embrião de uma pequena revolução liberal de verdade.

 

Belo Horizonte/MG alcançou o 1º lugar no quesito tempo para se abrir um empreendimento. É possível abrir as portas de um estabelecimento na capital mineira em 9,5 dias, enquanto em outras cidades esse prazo pode chegar a um mês. Mais do que isso, as mulheres empreendedoras já representam a maioria quando se fala de empresas com até quatro anos de vida em Minas Gerais.

 

Sabemos que para vencer a crise, precisamos contar com o talento dos brasileiros. O governo não gera riqueza, ele apenas toma parte da riqueza produzida pelos nossos empreendedores para gerir a máquina pública. Sem empreendedores, que assumem o risco de implementar negócios e pagam impostos, não existem recursos ou verbas públicas para custear o SUS [Sistema Único de Saúde], segurança ou escolas públicas. Dependemos de nossos empreendedores para fazer funcionar a máquina pública. Sem eles, não há Estado.

 

Aqui em Minas Gerais foram revogados mais de 458 atos normativos, que incluem decretos, portarias e resoluções. Desburocratizar é o melhor caminho para incentivar nosso povo a colocar os seus talentos em favor de seu próprio país. De acordo com os dados da Receita Federal, divulgados pelo Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], o estado cresceu 18,89% na abertura de novas empresas em comparação com 2020. Isso é um sinal importante para Minas e um exemplo para o Brasil.

 

O que Minas Gerais tem de melhor é o talento de nosso povo. É com isso que podemos contar nos tempos difíceis. Nosso estado, que no passado exportou soluções para o país, mostra o caminho que o Brasil deve seguir para vencer a crise. O caminho para recuperação econômica no pós-pandemia, não passa pelos governos, mas em acreditar em nós mesmos e nosso potencial. Os mineiros têm mostrado isso.

 

*SOBRE MÁRCIO COIMBRA

Márcio Coimbra é presidente da Fundação da Liberdade Econômica (FLE). Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-Diretor da Apex-Brasil. Diretor-Executivo do Interlegis no Senado Federal.

 


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